SOCIEDADE E FAMÍLIA: MICROFÍSICA DO PODER.
Edimar Inocêncio Brígido
Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Brasil.
edimarbrigido@hotmail.com
O presente trabalho mergulha inicialmente na análise reflexiva que o filósofo francês Michel Foucault faz a respeito da temática do poder. Foucault rompe com as concepções clássicas deste termo e define o poder como uma rede de relações onde todos os indivíduos estão envolvidos, como geradores ou receptores, dando vida e movimento a essas relações. Prosseguindo, Foucault apresenta dois dispositivos utilizados pela sociedade para a justificação do poder e para a domesticação dos corpos que compõem a sociedade. Os dispositivos são: vigilância e punição. Esses dois dispositivos são inseridos na sociedade de forma discreta, arquitetada para significar necessidade. Chega um certo ponto na construção da sociedade, que a existência desses dispositivos é vista como necessária, indispensável e legítima pelos proprios cidadãos. Por fim, o trabalho mostra que a família foi definida pela sociedade como sua “base” existencial. Uma base que deve ser sustentável e forte. E, dentro desse ambiente familiar acontece uma ampla e complexa relação de forças: as relações familiares (dinamizadas pelos indivíduos que a compõem) são relações de poder e, mais que isso, elas multiplicam e perpetuam os dispositivos de vigilância e punição.
O DESEJO DE CONSUMO COMO RESPOSTA A LIBERDADE REPRIMIDA
Fabrício Colombo de Andrade
Pontifícia Universidade Católica do Paraná–Brasil
fabriciocandrade@gmail.com
O presente trabalho objetiva analisar nos escritos do filósofo Marcuse, como se articula o desejo de consumo em resposta a liberdade que é reprimida. Após o advento da sociedade industrial o homem perde sua liberdade tradicional para uma liberdade econômica, tornando as pessoas sujeitadas ao consumo exacerbado de bens materiais. Os indivíduos tem seus desejos pautados e influenciados pelo contexto histórico que vivem. Assim, criam-se dois tipos de necessidades as “falsas” e as verdadeiras, sendo que as falsas são aquelas impostas por interesses particulares, como a exploração do trabalho e a injustiça. Entretanto essas necessidades são amenizadas pela própria sociedade industrial, fazendo do consumo um disfarce ou efeito paliativo do real problema da sociedade que cada vez mais está sendo explorada e injustiçada.
SEGURIDADE COMO ADMINISTRAÇÃO BIOPOLÍTICA DA VIOLÊNICIA.
Domingos Ribeiro Mendes Junior
PPGF – UFRJ
Orientador: Prof. DR. Rafael Haddock Lobo
O problema que gostaríamos de debater tem como prospecto a idéia da violência como a principal preocupação das sociedades contemporâneas. É com o intuito de contê-la, que tem havido cada vez mais uma expansão da polícia. Nossa preocupação não é falar da polícia no sentido usual, mas lançar mão de um conceito de polícia trabalhado pelo filósofo Michel Foucault, com o intuito de alcançar o sentido de “Polizeiwissenschaft”, ou seja, de uma seguridade que têm como objetivo garantir uma ininterrupta segurança dos indivíduos. O alcance desse bem estar e a possibilidade de usufruí-lo estão diretamente ligados à idéia de biopolítica. A política contemporânea tem a vida por fundamento, é para subtrair-lhe todas as suas positividades, que se administram vidas. A circulação da vida é o foco fundamental dos governos biopolíticos. A violência nesse sentido surge como o que confronta a vida, e que por isso deve ser administrada. Uma vez que é a violência que pode interromper a circulação da vida, é fundamental que as administrações biopoliticas gerenciem tanto a vida, quanto a violência. Nesse sentido são criadas estratégias de gerenciamento da vida, a partir de mecanismos de seguridade como: na saúde, no emprego, nos contingentes militares, na justiça. Essas mesmas administrações dizem quem pode participar e quem deve ficar de fora da seguridade social. A violência marca justamente a não participação direta nas redes de assistência. Através da administração da violência que os governos biopoliticos escolhem os aptos para participação social e os “inadequados”.
MICROPOLÍTICA DO ACONTECIMENTO: SUBJETIVAÇÃO E RESISTÊNCIA NO PENSAMENTO DE GILLES DELEUZE
Fernando Padrão de Figueiredo
UFRJ
Este trabalho tem como objetivo desenvolver o tema dos processos de subjetivação a partir do pensamento de Gilles Deleuze, precisamente sob o título de uma micropolítica. A micropolítica refere-se ao caráter imediatamente político de sua prática, pois pretende analisar os processos de subjetivação como a possibilidade de se mudarem as relações de força dentro de um campo social, produzindo, desta maneira, espaços de liberdade. Subjetivação que não se refere às grandes categorias (classe, gênero, pessoa, etc.), mas a capacidade de se pensar estratégias que mobilizem campos de ação sócio-históricos. O acontecimento é “essencial” como instrumento conceitual capaz de inverter uma certa tradição no campo do pensamento, dito representativo, que tem no sujeito universal e a - histórico seu ponto de partida. Sujeito que ocupa uma função política (de organização e de extermínio) muito precisa na cultura, através da legitimação da ordem causal do “mundo” pela idéia de Homem, Autor, Democracia, Estado, etc. Estes são seus possíveis avatares. A crítica, a partir do acontecimento, não só relembra a violência desse primado no pensamento, mas também, de direito, lhe critica a ilusão de seu humanismo, da boa vontade que lhe pretende conferir o senso comum.
REPUBLICANISMO CÍVICO: O AMOR À PÁTRIA COMO CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE
Juliana Fischer de Almeida
Pontifícia Universidade Católica do Paraná–Brasil
O termo república possui diversos significados, sendo que etimologicamente é a coisa pública ou a coisa comum. Sua origem é latina, contudo, seu fundamento possui raiz grega com a chamada politeia. Tanto a coisa pública como a politeia remetem a ideia de um compromisso do povo com a terra da qual nasceram, assim, surge à noção de republicanismo cívico, que até os dias atuais existem pensadores que a defendem. Uma de suas características é o amor à pátria, que consiste na forma de conduzir as ações humanas, por meio das leis e de uma consciência coletiva, para a construção de uma identidade nacional, encontrar na diversidade um elo entre todos. O patriotismo, por sua vez, não pode ser confundido com nacionalismo, que defende a primazia de uma etnia sobre as demais. Assim, a proposta apresentada é: como o patriotismo pode conduzir uma nação para construção de uma identidade respeitando a pluralidade? A abordagem será feita com base no pensamento de Rousseau e no debate atual entre Norberto Bobbio e Maurizio Viroli.
UM OLHAR SOBRE A DIVERSIDADE
José Eduardo Pimentel Filho
PPGF – UFRJ
Orientador: Prof. DR. Guilherme Castelo Branco
A presente comunicação parte da leitura de duas obras do pensador francês Gilles Deleuze, que são: Mille Plateaux e Différence et Répétition. De Mille Plateaux extrairemos o conceito de minoria. Contudo, é preciso ressaltar que para Deleuze e Guattari a noção de minoria não se baseia apenas em quantitativo estatístico, não é uma relação de estar em menor quantidade dentro de uma sociedade específica. Minoria, para esses pensadores, diz respeito à um grupo cuja força política é controlada e governada por outro grupo hegemônico. Minoria são os governados. E após compreendermos quem são e por quais vias essa minoria é regida, partiremos então de encotro ao conceito de diferença extraido da obra Différence et Répétition. A partir dele entenderemos porque um dado grupo social, que compõe a referida minoria, está sempre posto em um discurso feito pela maioria, sendo que tal não reconhece em sua antagonista diferenças entre seus indivíduos, mas apenas coloca-os num campo inferior, sob a alcunha de diversidade. E por fim, essa comunicação pretende ainda tentar compreender porque é lugar-comum atualmente um certo discurso politicamente corrento a respeito das diversidades, e porque por vezes esse discurso tende a ser apenas uma manuntenção das minorias em seu posto de classe inferior e sem uma voz própria.
BAUDELAIRE COMO “DISPOSITIVO”
Julia Naidin
PPGF UFRJ. Laboratório de Filosofia Contemporânea - UFRJ
Orientador: Prof. Dr. Guilherme Castelo Branco
Michel Foucault pouco escreveu sobre Baudelaire. Porém, há uma afirmação sobre o poeta que, embora breve, é decisiva, e dá a Baudelaire uma importância significativa: Foucault encontra em Baudelaire o sentido do termo modernidade. Ao falar sobre a questão do Iluminismo, Foucault indica, através de seu texto sobre Kant, o exame de uma razão cuja autonomia estrutural carrega consigo a história dos dogmatismos e dos despotismos. Portanto, trata-se de uma razão que só tem efeito de emancipação com a condição que consiga liberar-se de si própria, de seu tempo. Ela deve, então, se fazer presente como indagação constante da atualidade, sobre as possibilidades de liberdades possíveis hoje. Foucault denuncia um modelo opressor fundado na identidade do Sujeito e vê em Baudelaire um aliado para uma liberação de modelos prévios, pois o exercício do poeta-flanêur não é o de descobrir a si mesmo; ele é o que se inventa e sua modernidade não é a que libera no homem sua própria individualidade, mas sim a que empenha sua própria produção. Uma nova percepção de tempo estabelece o próprio conceito de modernidade, assim como um dos alicerces para a construção de uma história das artes da existência e das tecnologias de si.
MACUNAÍMA: A CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE BRASILEIRA.
Ana Paula Remingio Vaz
UFPR
Orientador: Prof. DR. Paulo Vieira Neto.
O presente trabalho pretende analisar as produções modernistas, sobretudo do escritor Oswald de Andrade, com o intuito de verificar a construção de um tipo de identidade brasileira. O exame do discurso modernista é desenvolvido a partir de uma mobilização conceitual foucaultiana. O primeiro movimento deste trabalho consiste numa distinção entre ética e moral proposta por Foucault, isto é, a ética é desvinculada da moralidade e é entendida como produção de um modo de ser, enfim a ética proposta por Foucault é equivalente ao ethos grego. O segundo movimento enfatiza a proposta deste trabalho, ou seja, apresenta as aspirações modernistas de construir uma estética e revisar valores através do “antropofagismo”, não em sentido literal indígena, mas uma inversão de vetor cultural, consumir a filosofia e literatura européia, entretanto com a finalidade principal de fomentar uma cultura própria. Descentralizar o monopólio da produção estética e valorativa. E, para finalizar, a proposta de um modo de ser brasileiro é contrastada com a proposta Foucaultiana de subjetivação, ou o meio pelo qual é possível a transformação e a diversidade cultural, contrário a uma identidade fixa.
A QUESTÃO DO DIRETO DOS HOMENS FACE AOS GOVERNOS EM MICHEL FOUCAULT.
Rogério Luis da Rocha Seixas
PPGF/UFRJ
rlseixas@oi.com.br
rlseixas@oi.com.br
No pequeno texto que empresta seu nome ao do título de nosso resumo, denominado de “O direito dos Homens em Face aos Governos,” publicado por Michel Foucault, no ano de 1984 nos Dits et Écrits, o pensador francês discute a questão do direito dos homens face a determinação política e jurídica implementada pelos Estados modernos com o objetivo de assujeita-los. Foucault põe em questão a realidade e validade deste direito, além de criticar a noção tradicional de cidadania, limitada e presa à esfera do poder exercido por estes Estados. Foucault ressalta a necessidade de uma forma de direito cujo âmbito seja supranacional e ultrapasse as limitações impostas pelos Estados, opondo-se aos abusos de poder dos governos e se estabeleça um tipo de solidariedade entre os governados. Há uma exigência ética que se recusa a considerar a infelicidade dos homens, quando se encontram desprovidos de qualquer tipo de direito, a não ser aquele que é imposto como tal e que quando conveniente, pode ser retirado, os determinando como o resto mudo da política. Sob este prisma a ética surge como uma ação resistente e de cuidado com a liberdade, permitindo que tenham voz contra os excessos praticados pelas estruturas de poder.
ESTÉTICA EM DELEUZE COMO RESISTÊNCIA POLÍTICA
Wandeílson Silva de Miranda
Universidade Federal do Rio de Janeiro-FAPEMA
wsmir@hotmail.com
O presente trabalho propõe refletir sobre a estética deleuziana, pontuando como esta se constitui, em seu aspecto fundamental mais radical, como uma forma de rebelião política, de afirmação da liberdade e de resistência aos poderes que torturam, adestram, manipulam, em suma, domesticam o sujeito. Assim, a estética pode ser vista como experimentação, pois ela está relacionada à possibilidade de uma vida impessoal, capturando as forças invisíveis que atuam sobre os corpos. Deleuze não aborda a arte pretendendo dar a ela um significado que lhe seja exterior, interpretá-la para assegurar um sentido universal. A obra de arte, a vivência e a experiência artística tornam-se um dos âmbitos mais importantes para que se possa compreender, em sua largura e profundidade, a questão que se impõe ao pensamento contemporâneo: ainda é possível a superação do niilismo, em proveito de uma política que afirme a pluralidade e a singularidade de povos? Será possível afirmar uma cultura mestiça e múltipla que se volta contra as forças tristes do Capital e da homogeneização?
EL MESTIZAJE MENTAL EN RODOLFO KUSCH
María Haydée Badano.
Luego de haber trabajado con Geocultura del Hombre Americano y Esbozo de una Antropología Americana, regresamos a la Seducción de la Barbarie, para retomar su intuición primaria, la de que ser americano consiste en optar por asumir América. Kusch, desde su tradición filosófica de intelectual clase media perteneciente a la ciudad, asumió un mestizaje mental para entender lo americano. En busca de ese mestizaje mental nos remontamos a la época precolombina del continente donde aparece el paisaje que apaña dos realidades ambivalentes. Ese sentido vegetal de la vida es la barbarie que deviene primero en el caudillo, luego pasa al prócer, para concluir en Buenos Aires donde el juego ambiguo de ficción y realidad se continúa. Apostó al “estar siendo” como mestizaje mental entre el estar y el ser, donde en última instancia sobre el estar se va desarrollando el ser. Mestizaje que es posibilidad de cambio, sin olvido del suelo que da apoyo y contención. Esta América profunda, versátil y polifónica. Ser mestizos mentales es lo que nos hace vigentes en un mundo actual donde hay miedo a contaminarse con la extranjería del otro. Experiencia vital conciliatoria entre la Serpiente y el Ave.
EL SENTIDO DE LA DIFERENCIA EN M. HEIDEGGER
Juan Pablo E. Esperón
USAL, UNLAM, CONICET
La ponencia que presentamos se inscribe dentro de la discusión actual sobre el sentido de la diferencia y su status ontológico, dado que según Heidegger, ella se constituye en supuesto de la historia de la metafísica en cuanto esta se ha constituido onto-teo-lógicamente, es decir, se ha pensado lo ente pero se ha dejado sin pensar al ser y su diferencia con lo ente. En particular mostramos que en la filosofía cartesiana aquella afirmación heideggeriana se torna evidente. Para luego intentar pensar junto a Heidegger la diferencia fuera de los límites establecido por la metafísica. Esta nueva perspectiva dispone el acaecer de un lugar común propiciando una triple inter-relación porque al hacer cuestión del pensar a la diferencia-diferenciante, ser, hombres y entes se encuentran en un claro, en un lugar abierto (Lichtung) en donde el hombre recupera su condición originaria, contemplativa del ser y los entes; y asimismo, tolerante, comprensiva y dialógica con respecto a los suyos. La inter-relación acaecerá en la medida en que se libere al sujeto de la posesión de la verdad entendida como certeza absoluta de sí y sus representaciones.
LAS CONDICIONES DE POSIBILIDAD DE UNA ÉTICA DE LA FINITUD
Ricardo Etchegaray
USAL – UNLaM – UNLZ
¿Es posible construir una ética de los procesos de cambio y transición históricos? Se procurará dar respuesta a este interrogante desarrollando brevemente la concepción totalizadora que adopta Platón en La República para contraponerla a la ética del acontecimiento de A. Badiou, complementada con la crítica deconstructivista de E. Laclau.
EL ÚLTIMO FOUCAULT: ENTRE EL SUJETO Y LA ÉTICA
Francisco Hermo.
UBA.
UBA.
La preocupación por el sujeto atraviesa toda la obra de Michel Foucault, en este trabajo nos concentraremos en su obra tardía y en la relación que ella establece entre el sujeto y la ética. En una primera parte analizaremos la inversión del esquema moderno que realiza Foucault, del mismo modo indagaremos en el pasaje entre un sujeto sustancial y un sujeto entendido como pura forma. Estos desarrollos nos permitirán comprender a la ética como un ejercicio continuado de subjetivación. Hacia el final buscaremos demostrar que la deconstrucción misma del sujeto es ya una práctica ética donde la figura del otro y del extrañamiento ocupan un lugar central.
ETICAS EN LO IMPERSONAL: ESPÓSITO Y FOUCAULT
Juan Horacio Lamarche.
UNMdP.
En su reciente libro, Tercera persona, el pensador italiano Roberto Espósito, realiza una genealogía crítica de la noción de persona, desde el Derecho romano y el pensamiento moderno hasta la Declaración de los Derechos del Hombre de 1948, considerando al mismo tiempo, interpretaciones antihumanistas como el positivismo, las perspectivas de Schopenhauer y Nietzsche y la devastación tanato-bio-política del nazismo. La tesis fuerte del pensador italiano es que el fracaso de los derechos humanos se produce no a pesar de la afirmación de la ideología de la persona sino en razón de ésta. De ahí que proponga una filosofía de lo impersonal a partir de Simone Weil, Michel Foucault y Gilles Deleuze. En este contexto reflexiono sobre la ética de Foucault en su última época, una indagación sobre las prácticas de sí en griegos y romanos en una ética como estética de la existencia, de conformación de subjetividades a través de prácticas ascéticas. Estos ejercicios de vida se juegan fuera de los ejes del yo y del sujeto, característicos de la modernidad. En este sentido, Espósito y Foucault se encuentran en estas emergencias de éticas en lo impersonal.
FILOSOFAR IBEROAMERICANO
Celina A. Lértora Mendoza.
Conicet- FEPAI. USAL.
Una historia de la filosofía iberoamericana es una tarea por hacer, tanto la de resumir y organizar los trabajos puntuales, como la formulación de un marco metodológico. A su vez, este marco debe considerar varios aspectos, para evitar distorsiones o simplificaciones y generalizaciones apresuradas. La realidad es que la filosofía iberoamericana es un todo complejo en que se existen variantes significativas de diverso tipo: idiomáticas, de tradición cultural, de adhesión ideológica (política, religiosa, etc.), regionales, temporales. Se proponen elementos para la construcción de la categoría de "pensamiento situado" como marco hermenéutico para la comprensión de la filosofía iberoamericana, en relación al problema de su identidad, tanto histórica y presente como en su proyecto de futuro inmediato. Para la elaboración de la categoría "pensamiento situado", se analizan cuatro modelos historiográficos que en mayor o menor medida y eficacia tienden a enfocar la filosofía iberoamericana situacionalmente. Se discutirá la pertenencia de estos cuatro modelos estándar para analizar las relaciones de recepción, asimilación y domesticación de la filosofía en la región: 1. El modelo difusivo; 2. El modelo del "apóstol" (Pyenson) 3. El modelo de la "cadena teórica" (Chambers) 4. El modelo de la "red". Tal vez ninguno sea óptimo para todos los casos. En segundo término se intenta una aplicación de esta categoría a dos problemas recurrentes en nuestra filosofía: el de la identidad y el del proyecto (consenso en el perfil de futuro).
NI MASA SUMISA NI INDIVIDUALISMO EGOÍSTA: UNA GENEALOGÍA DEL PUEBLO EN EL MARCO DEL LIBERALISMO.
Cristina López
USAL/UNSAM
USAL/UNSAM
En sus investigaciones sobre biopolítica, Michel Foucault muestra cómo el advenimiento de las formas económicas de gobierno trajo aparejado la conformación conjunta de un nuevo objeto de interés político, la población, y de un nuevo actor social, el homo economicus. Según sus análisis, a diferencia del dispositivo anterior que otorgaba estatuto jurídico a su objeto, las tecnologías puestas en práctica por esta racionalidad política se empeñan en regular con criterio económico los aspectos naturales del suyo. De allí que, pergeñe toda una serie de medidas de ingerencia efectiva sobre la vida misma de la población como aquellas que atañen a la natalidad, la morbilidad, el rendimiento. Pese a lo cual, la población se somete a ellas sumisamente. Lo que permite que con el neoliberalismo este criterio economicista se expanda hasta hacer del homo economicus el modelo de análisis del comportamiento social ponderado en función del supuesto beneficio que resulta de la preeminencia de los intereses egoístas de los individuos. En este marco no parece haber lugar para la configuración de un sujeto político como el pueblo. Sin embargo, como intentaré reflejar en nuestra exposición, las indagaciones de Foucault dan cuenta de la emergencia de esta figura y de sus características.
JOB Y EL ORIGEN DE LA LÍNEA
Enrique Meler
UBA Sociales
UBA Sociales
En este trabajo se intenta una lectura del Antiguo Testamento, para ello tomamos uno de sus libros más ampliamente difundidos., Sin embargo proponemos una mirada alternativa sobre la figura de Job. Esto no representa el punto de vista de la teología judía, sino el mío propio. Dificilmente hay en nuestra tradición una perspectiva unificada, sobre todo porque muchos de nosotros hemos contribuido tal vez de manera involuntaria, a acallar sus certezas secretas y sus antiguos valores.
FILEMÓN Y BAUCIS: HOSPITALIDAD Y VIDA.
Marisa Mosto
UCA
UCA
Con este trabajo nos proponemos presentar algunas ideas que contribuyen a la ética del pluralismo y el mestizaje apoyando la iniciativa de las VI jornadas de Ética “No matarás”, una ética adversus el pensamiento único. La lectura de las actitudes que buscan promover estas jornadas (pluralismo, respeto a la vida) nos trajo a la mente la necesidad de repensar una actitud previa que aparece subrayada en un imperativo común a diferentes culturas: el imperativo de hospitalidad como el espacio donde se juegan no sólo obligaciones sino también oportunidades impostergables para la vida. La actitud hospitalaria supone el reconocimiento del valor de los otros para la propia vida aún antes de haber entrado en comunicación con ellos. Sin hospitalidad no puede desplegarse un horizonte de posibilidad para la epifanía del rostro que de lugar al “no matarás”. Abordaremos estas ideas a partir del relato sobre Filemón y Baucis (paradigmas de la hospitalidad) tal como aparece en Las metamorfosis de Ovidio primero y luego en Fausto de Goethe señalando dos momentos culturales diferentes en los que el llamado a la hospitalidad, el respeto por la alteridad suscita distintas respuestas en la orientación de la praxis humana.
HAMBRE Y CONTRA-EFECTUACIÓN EN EL CINE DE GLAUBER ROCHA
Nicolás Fernández Muriano
UBA. FUC.UBACYT.
El hambre, según Rocha, no solamente es el efecto de la miseria en nuestras sociedades, sino su nervio originario y constituyente, o aquello que originariamente destituye sus posibilidades históricas. Esto impone un carácter negativo para su puesta en escena: la imposibilidad de representarlas según la semántica cinematográfica clásica, que establece la presencia real de un pueblo, como unidad territorial y afectiva que deviene capaz de actuar en la sinécdoque del héroe (duelo), o por una toma de conciencia (lucha de clases). Porque el pueblo falta, como dice Deleuze, si por ello se entiende el unanimismo de una subjetividad históricamente eficaz en un espacio homogéneo, el nacimiento de una nación no podrá colmar narrativamente este intervalo. Pero en la selva o en el desierto también falta el Estado, en el sentido de una codificación jurídico-tecnológica del suelo. Por ello, si al unanimismo se opone un mestizaje heterogéneo, y a la acción histórica, la repetición de un duelo mítico entre los representantes del pueblo y del Estado ausentes, contra el realismo, se abre el espacio de lo posible, un misticismo del hambre, que no es la afección de un organismo inerme, sino una auto-afección (trance) de la tierra para un pueblo por venir.
ARTE, VIDA ,PENSAMIENTO. UNA ÉTICA DE LA RESISTENCIA
Gilda Mussano
Facultad de FyL, USAL
Facultad de FyL, USAL
Si escribir -como señalaba Deleuze- no es imponer una forma de expresión a una materia vivida sino un asunto de devenir/res, de liberar la vida de todo lo que la aprisiona, intentaremos mostrar aquí ese proceso –esos devenires- a partir de la articulación de la noción de diferencia a dos ámbitos muy estrechamente ligados: una ética (no una moral) y una estética (entendida a partir del paradigma de la creatividad, teoría de la sensibilidad que liga la noción de modulación y expresión en el arte). La noción de diferencia será abordada desde la idea deleuziana de diferencia de diferencias, que en su accionar, mas que fijar alteridades generen intensidades diferenciales. Pensar y actuar devenires más que reproducciones o copias imposibles, siempre faltantes del modelo o esencia. Y entonces diferencia y multiplicidad. Descifrar esa unidad que Nietzsche supo ver entre arte, vida y pensamiento. La filosofía como acto del pensamiento y éste como estrategia que conserva la informalidad de las fuerzas. Un pensamiento como "procesos de subjetivación" (Foucault) que consisten en la constante constitución de modos de existencia, o invención de nuevas posibilidades de vida. Así, una política entendida como modos de resistencia afirmativa donde la subjetividad sea capaz de descubrir la potencia de transformación e impulsar una intencionalidad crítica y expresiva. Arte y resistencia, arte de vivir contrario a todas las formas de fascismo imperante en lo social y en nosotros.
EL “ORDEN DEL DISCURSO” EN LAS DEMOCRACIAS ACTUALES
Fabiana Parra
Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación-UNLP
En este trabajo busco explorar la relación entre el discurso hegemónico y el conflicto existente al interior de las democracias liberales. Efectivamente, estas últimas deben afrontar serios dilemas: ¿cómo lograr hacer compatible las políticas liberales en un contexto de pluralismo?, ¿Cómo hacer para que la brecha entre representantes y representados sea menor? En este sentido, me interesa mostrar cómo los estados liberales combinan sus políticas liberales con un discurso progresista y popular, para lograr legitimidad entre los distintos sectores de la sociedad. Mi punto de partida es que las democracias liberales estructuran su dominación hegemónica en base al diálogo con los sectores subalternos, a los cuales deben atender y “escuchar” para mantener su poder hegemónico. Ahora bien, ¿qué ocurre cuando los estados liberales no logran articular la pluralidad de las demandas ni representar la totalidad de los sectores sociales? Es aquí donde el conflicto cobra total protagonismo en el escenario político producto del descontento de los sectores desfavorecidos. En efecto, las dimensiones que de un tiempo a esta parte vienen cobrando los conflictos sociales y las luchas de los sectores vulnerables ponen de relieve las dificultades del neoliberalismo para responder a las demandas del pluralismo existente, y por otra parte, permite esclarecer los desafíos que deberán afrontar estos movimientos sociales en la disputa del poder político. Propongo pensar el lugar político de estas disrupciones sociales recientes, que disputan los sentidos acerca del orden, y ejercen un contrapunto ante el discurso ideológico del neoliberalismo. Asimismo, propongo reflexionar acerca de las posibilidades para que estas “nuevas confrontaciones sociales” puedan articular sus luchas de tal modo que les permita constituir una identidad colectiva capaz de reconfigurar el escenario político.
PREFERIR LA VIDA
José Luis Rasente
Proyecto Hoy, Discapacidad: Formación y Comunicación
Que digo cuando digo: “No Mataras”. ¿Qué Nombro?, ¿Qué significa no matar?, ¿Qué significa Matar?, ¿A quién Nombro?, ¿A quien querría nombrar?, ¿Quién me solicita ser nombrado?, ¿Cuáles son los muertos que me convocan?, ¿Qué significa Matar después de tantos Genocidios?, ¿Como pensar el No Mataras sin romper la tradición humanística?, ¿Cómo pensar el No Mataras desde las Diferencias ya Muertas reducidas a su propios Sufrimientos o Incompletud?, ¿Existirá alguna Redención a tantos No Mataras ya Muertos desde antes de Nacer?, ¿Existirá alguna Redención al No Mataras negándole al “Otro” su condición humana?. Nos dice Platón respecto de la muerte: “Creo en esta verdad pero no me rindo a ella”, y a continuación Derrida nos dice: “yo no he aprendido a aceptar la muerte”. ¿A qué muerte uno no se debe acostumbra?, ¿A qué muerte uno no se debe rendir?, ¿A qué muerte uno no debe aprender a aceptar? Quizás, a la muerte más simple, a la más cotidiana, a la que nos propone el pensamiento único y lineal, a la trampa incalculable, a la mentira que esconde la realidad que a veces ni la verdad alcanza a descifrar. Propongo una relectura del mandato “abrahamánico”, “No Matarás”, desde las tablas recibidas en el monte Sinaí, desde el principio, aunque el principio ya no esté en el Principio. Preferir la Vida…, esa es la consigna.
DE LA EXCLUSIÓN A LA FIESTA
Maria del Rosario Naya
SAEF Sociedad Argentina de Estudios Folklóricos
SAEF Sociedad Argentina de Estudios Folklóricos
En el presente artículo abordamos la fiesta como expresión de identidad de un grupo migratorio santiagueño radicado en la zona noroeste del Cono Urbano Bonaerense desde 1970.Los mismos deciden “reunirse” para “festejar” al Señor de Mailín, evento socio-religioso que se instaló desde esa fecha como eje identitario y búsqueda de reconocimiento social. El desarraigo, los procesos públicos de aculturación debido a su desplazamiento geográfico y el tránsito de las nuevas generaciones, los llevó a optar por “ mostrarse tal como son” sin mediar la violencia.
UNA PROPUESTA A PENSAR DESDE ‘LO OTRO’
Elvio Tell, María Teresa Trachitte, Alicia Genolet
Facultad de Trabajo Social UNER( Universidad Nacional de Entre Ríos)
La Rioja 6 (Paraná)
Pensar la sociedad moderna desde los países colonizados conlleva a reflexiones y análisis diferentes a los aportados por los textos clásicos. Las ideas de diálogo intercultural, la necesidad de reflexionar sobre lo otro negado, oprimido mueve a nuevos interrogantes. “En nuestros días, el diálogo intercultural en el ámbito de la filosofía no es todavía algo que resulte obvio. La impresión que se obtiene en los congresos internacionales de filosofía es más bien la de que lo normal continua siendo hablar de la filosofía a partir del horizonte conceptual originado en la tradición cultural europea. Es posible constatar de esta manera que el diálogo intercultural en la filosofía sigue siendo más un programa que una realidad”, se manifiesta en una obra escrita, entre otros, por Enrique Dussel. En este trabajo se pretende considerar los análisis realizados por Dussel, los aportes de Levinas quien propone preguntas que luego son tomadas por la Filosofía de la Liberación Latinoamericana.
POLICARPA SALAVARRIETA Y FRANCISCO JOSÉ DE CALDAS.
SUS PALABRAS EN EL TIEMPO.
SUS PALABRAS EN EL TIEMPO.
Isabel Borja Alarcón
La época del terror, o de la reconquista española, mantuvo vigente que para el Estado español lo esencial era el dominio del poder político para el ejercicio del poder económico y que toda oposición debía desaparecer mediante acciones que fueran advertencias que frenaran los ímpetus independentistas; de tal manera, los ahorcamientos, fusilamientos y las exhibiciones de cuerpos descuartizados fueron los asuntos predominantes. Las luchas neogranadinas contaron con la participación de personalidades de diferentes orígenes y en los relatos acerca de ellas se ponen de relieve los imaginarios que se suscitaron y que se van consolidando a través del tiempo. También, diversas son las fuentes para la creación de dichos imaginarios, entre ellas, destacan las palabras enunciadas en documentos escritos y las atribuidas que se repiten y que hallan lugar en la palabra oral y escrita. Este texto analiza las palabras de atribuidas a Policarpa Salavarrieta (1796-1817) y escritas por Caldas (1768-1816) en las horas que siguieron a sus condenas y que antecedieron a sus ejecuciones. La reflexión que se ofrece es parte de investigaciones históricas que Policarpa y Caldas adelantan sus autores.
ESPIRITUALIDAD IGNACIANA Y RAICES INDOAMERICANAS
José Luis Lorenzatti
USAL
Queremos hacer memoria de quienes nos posibilitaron estar donde estamos. Esta misma Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad del Salvador, que hoy lleva a cabo la VI Jornada Internacional NO MATARAS, encuentra su raíz en la hazaña que realizaron un conjunto de prohombres hace exactamente 400 años cuando en estas riquísimas tierras no había sino nativos y tierra inhóspita para la concepción europea. Los Jesuitas a quienes se les encomendó la tarea de evangelización de los pobladores de las Indias, no se conformaron con anunciar la Buena Noticia sino que se transformaron en defensores y protectores de los nativos, a la vez que posibilitaron la defensa de las incipientes ciudades recién creadas. De manera especial queremos destacar lo realizado en lo que hoy es la ciudad de Santa Fe y sus alrededores y cómo el incipiente colegio fundado en el año1610 por el Padre Francisco del Valle y el Hno. Juan de Sigordia, llegó a transformarse en uno de los más importantes establecimientos educativos y el primero en su tipo en la Argentina, el actual Colegio de la Inmaculada Concepción.
¿ES POSIBLE UNA CIUDADANÍA MULTICULTURAL?
UNA RESPUESTA NEGATIVA.
UNA RESPUESTA NEGATIVA.
Alejandro G Miroli
FCE/UBA –USAL – Inst. de Prof. A-1390 “Alfredo L. Palacios”
En este trabajo abordo el concepto de ciudadanía. Primero se hace un recorte histórico-sistemático del concepto de ciudadanía, se señala que es una categoría dependiente de la existencia de un sistema de administración y toma de decisiones públicas; luego se analizan dos versiones del concepto de ciudadanía: ciudadanía universal y ciudadanía situada o comunitaria –y en particular una versión de esta que se ha dado en llamar ciudadanía multicultural. Se señala que la noción de ciudadanía multicultural es inconsistente –en la medida que sea inconsistente un sistema de administración y toma de decisiones públicas multicultural; y se señala que esto parece surgir del hecho que dichos sistemas suponen funciones de elección social colectivas bajo las restricciones señaladas para las reglas de elección pública, por extensión se argumentará que la propia noción de ciudadanía comunitaria presenta problemas. Por último se ofrece algún comentario a favor de la noción de ciudadanía universal.
LA PLEGARIA DE FERNÁNDEZ.
Mariana Chendo
USAL
marianachendo@hotmail.com
marianachendo@hotmail.com
La teoría de la novela de Macedonio Fernández muestra los huecos por donde corre su trágica metafísica desgarrada de ausencia, una conciencia abismada por las descripciones del poder de la experiencia afectiva. La metafísica de Fernández será un trabajo del dolor y sobre el dolor, pensamiento de liberación de la muerte y eternidad redentora. Verdad caliente de una metafísica de la afección que se traduce en una ética de la acción, momento en que dos personas psíquicas sin necesidad de corporalidad ni mundo entran en comunión. Por el poder directo de amor que agujerea la muerte. Amor que no olvida que todo lo que uno hubiera podido ser aquí abajo lo es, en alguna parte, en otro lado.
FOUCAULT E A HISTÓRIA: POR UMA NARRATIVA PLURAL
Alina Silva Sousa de Miranda
Universidade de São Paulo
Bolsista Capes
Este trabalho objetiva pensar o papel do conhecimento histórico na construção de narrativas que valorizem a diversidade e a multiplicidade. Poucas são ainda as iniciativas que procuram restituir a história/memória dos sujeitos silenciados pelos poderes autoritários. Para isso se faz necessário desconstruir a homogeneidade da palavra em prol da polifonia dos sujeitos, se faz ainda necessária a quebra dos discursos sociais impostos por diversas formas de poderes e que acabam por criar subjetividades dóceis. (Re)pensar a América Latina, hoje, exige uma forma de agregar o estranho, o difícil, a alteridade, numa ordenação de escrita sem a hierarquia comum que busca impor e separar o que é próprio e particular a cada cultura. Foucault nos ensina a desemparedar essas vozes, valorizar a multiplicidade e produzir novos discursos como um meio pelo qual se torna possível criar uma leitura de mundo despida de preconceitos e estereótipos. A produção da história hoje deve, portanto, ter essa missão.
UNA ÉTICA DEL HAMBRE
Alejandra González
USAL
Pensar éticamente la cuestión del hambre, nos ubica no sólo a nivel de la necesidad sino que convoca, en los límites del cuerpo, a que lo simbólico articule el clamor humano.
UN POCO DE MISTERIO
Jimena Bezares
USAL
La experiencia mistérica como cesura y paso "entre" incertidumbre en la poesía de Alberto Caeiro.
¿HAMBRE O AMOR?
Beatriz Gercman
USAL
La interpretación del coro de Antigona a la que Heidegger se dedicara supone un modo de pensar el tópico del arriesgar la vida... No se trata de solo de la amenaza tecnológica de la que da cuenta el pensador, sino del modo de suspender que la vida se sacrifique a su autoconservación, y así salir del círculo de lo político que encierra a la subjetividad en el marco de una cultura represora ... Pero, que singnifican lo cercano y habitual y lo lejano y no hogareño en el heideggeriano Unheimlich ...?
BREVE INFORME SOBRE EL ESTADO DEL TIEMPO
Daniel Rodriguez.
USAL
dano.rodriguez@gmail.com
Hipótesis fragmentarias para el tratamiento metafísico de algo que llamamos cosa fotográfica, su condicion óptico-proyectiva tradicional, su originalidad temporal.